sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Belo Monte, licenciar destruir e meter a mão
XINGU VIVO PARA SEMPRE
FECHEM O IBAMA
Lula deveria fechar o Ibama, segundo o jornalista Carlos Tautz . Ele diz que não adianta o Instituto querer manter as aparência e formalidade de órgão regulador, pois, seus especialistas já disseram que não tiveram tempo de analisar adequadamente o pedido de licenciamento da barragem de Belo Monte.
O jornalista afirma que a licença publicada na semana passada implodiu o sistema de licenciamento ambiental brasileiro. "Ao fechar o Ibama, pelo menos Lula poria um fim na hipocrisia, descaso e desconhecimento com que ele e quase todos os seus ministros sempre trataram os recursos naturais do País e as populações atingidas pelos projetos faraônicos, à moda ditadura, que seu governo apóia e viabiliza ... " Leia a matéria na íntegra
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
BELO MONTE A DISCUSSÃO SE AMPLIA
João Alberto
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
ENERGIA BARATA? BELO MONTE, UM CHEIRO DE MENTIRA NO AR...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Entrevista de Dom Erwin ao Instituto Humanistas
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Demissões no IBAMA e a barragem de Belo Monte
Só que os funcionários do IBAMA sabem que "a corda sempre arrebenta no lado mais fraco" e estão com medo de dar parecer favorável e se uma vez comprovados os desastres ambientais eles poderão ser “convocados” a pagar pelas análises atropeladas perante a Justiça.
Por outro lado, a população de Altamira e cidades vizinhas também não está aceitando a barragem de qualquer jeito. O que dá para comprovar com estas fotos.quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Carta de Dom Erwin ao Presidente Lula

Dom Erwin expõe os principais pontos do projeto que não estão esclarecidos e realça a inviabilidade desta barragem várias vezes, como por exemplo, neste trecho da carta: "Não se sabe quantas famílias serão compulsoriamente retiradas de suas moradias. Não existem cálculos fidedignos. Nem sequer são relacionadas todas as ruas a serem alagadas. Fala-se de “ruas“ e não das ”moradias” ao longo dessas ruas. A população atingida está sendo tremendamente subestimada e isso vai comprometer o próprio leilão, pois as empresas não saberão quanto terão de gastar com os custos sociais. Sabemos que tais cálculos serão feitas na ponta do lápis. Gasta-se apenas o estritamente necessário. Onde já se viu uma empresa dessas comover-se e solidarizar-se com os pobres e promover obras de caridade para mitigar a miséria das famílias atingidas?" baixe a carta de Dom Erwin ao Presidente Lula
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Belo Monte - trambiqueiros
[...]Agora, voltamos à questão: Por que pretendem instalar onze mil megawatts? Por que pretendem cortar a Volta Grande inteira, abrindo canais imensos, do tamanho do canal do Panamá, para poder desviar essa água e cair na mesma margem? Porque é um projeto absurdo, foi imaginado por gente que só pensa em dinheiro e está pensando em criar as coisas mais absurdas do mundo e que vai conseguir usar o dinheiro público para isso, e assim, ganhar dinheiro fazendo essas obras. É um problema de concepção. Vamos fazer as maiores obras de Engenharia Civil para ter a maior de todas, que é o jeito que encontraram para ganhar mais dinheiro. É uma coisa relativamente simples para qualquer cidadão entender. Estamos numa situação difícil de quase esquizofrenia para a sociedade, pois, Belo Monte foi proposto por megalômanos e trambiqueiros há mais de 20 anos, que continuaram a mentir para todo mundo do governo – que acreditam nas mentiras – e agora está chegando a hora da verdade, ou seja, o projeto começa a ser conhecido, mais detalhado e, ainda assim, não se tem a ideia do custo. Leia na íntegra[...]
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Belo Monte: pouca energia para muitos danos
domingo, 1 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
ENCONTRO DOS POVOS INDÍGENAS E MOVIMENTOS SOCIAIS DA BACIA DO RIO XINGU


Iniciou ontem à noite o Encontro "Xingu Vivo Para Sempre". Este encontro reúne 24 povos indígenas de etnias diferentes e os Movimentos Sociais da Bacia do Rio Xingu.
Veja algumas fotos do Encontro.
Nas fotos o Bispo Dom Erwin na abertura do Encontro e a Índia Tuíra com seu facão. A Índia já é considerada um ícone na defesa do Rio Xingu.
Algumas fotos do Encontro:


Povo Kaiapó na plenária.
Índia Tuíra
terça-feira, 6 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Sem argumento, a Eletronorte não compareceu
Movimentos sociais, estudantes, acadêmicos, igreja, se reuniram ontem para um mini- fórum, o tema ligado a Belo Monte, deveria ser debatido entre as instituições responsáveis pelo projeto de barragem e a população local, mas, apesar do convite ter sido estendido, quem deveria prestar esclarecimentos sobre o assunto, como a Eletronorte, não se fez presente.
Veja no Vídeo acima.Reportagem de Iolanda Lopes
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Em preparação ao grande manifesto
A exemplo do que aconteceu em 2007, quando os povos indígenas participaram de um grande encontro e manifestaram sua posição em relação ao complexo hidrelétrico de Belo Monte, este ano um outro encontro deve mobilizar mais de 500 índios. O Movimento de Mulheres e de grupos de jovens da região de Altamira também se unirão aos índios e prometem um número acentuado de participantes. O evento foi discutido ontem em uma reunião que teve a participação do presidente nacional do cimi, Dom Erwin.
Veja acima, o vídeo com a reportagem de Benilza Miranda
Crescimento econômico e terrorismo midiático
Na fase crucial da crise ambiental em que nos encontramos agora no mundo (esta sim, uma crise real, e não fabricada), acho isto extremamente lamentável. Com o planeta dando mais e mais sinais de seu esgotamento, e com cientistas e ambientalistas alertando para os riscos da manutenção do modelo econômico atual, a mídia poderia ajudar muito a enfrentarmos a crise que certamente irá agravar-se, propondo discussões sérias e procurando colaborar na conscientização da população.
Obviamente que sei que isto seria esperar demais. A grande mídia, aqui e alhures, encontra-se praticamente toda ela identificada com o pensamento econômico dominante. E este pensamento baseia-se em algumas premissas falsas, cujas conseqüências estão levando o planeta ao colapso, como por exemplo:
1 - O desenvolvimento de uma nação e a qualidade de vida dos povos dependem exclusiva ou majoritariamente de crescimento econômico.
Neste caso, o problema é tanto conceitual quanto lógico. Se definirmos desenvolvimento e qualidade de vida apenas em termos econômico-financeiros médios de uma população, não há como escapar. Porém, desenvolvimento é muito mais do que isto, e restringirmos o conceito àqueles indicadores, ainda mais médios, é muito simplista. Como lembrou José Goldenberg, em artigo publicado (milagrosamente) no Estado de São Paulo de 21/01, qualidade de vida não depende apenas de crescimento, mas principalmente de investimentos em saúde e educação. E se adotássemos outro modelo econômico, qualidade de vida dependeria quase nada do crescimento econômico. No quesito desenvolvimento, eu iria ainda mais fundo, pois prefiro conceituá-lo envolvendo aspectos de desenvolvimento intelectual e cultural, bem como de valores humanos, como cooperação, respeito e solidariedade. E mais:
2 - A economia mundial e a dos países necessitam de crescimento econômico contínuo e sustentado.
Já esta segunda premissa é falaciosa por dois motivos. O primeiro é que a necessidade de crescimento contínuo não é absoluta, mas relativa. Esta necessidade surge apenas dentro do modelo econômico atualmente adotado, mas não é um imperativo da economia, e muito menos do ser humano.
O segundo motivo é que ela encerra em si uma contradição lógica. Não existe absolutamente nada no universo que tenha crescimento eterno (exceto, talvez, o próprio universo). Até que os economistas criaram esta necessidade para a economia, a fim de justificar alguns desajustes atuais, como as desigualdades dentro e entre povos, por exemplo, e de gerar um mecanismo que a mantenha. Mas isto é matéria para outro artigo.
Ao defenderem sempre a necessidade de mais crescimento - e de mais geração de energia para sustentar este crescimento -, parece que os economistas, desde os prêmios Nobel até os repetidores de suas idéias por aqui, desacoplaram a economia do mundo natural, como se ela estivesse pairando acima dele e fosse independente da natureza. A qualquer um isto parecerá absurdo, mas não há outra forma de entender uma proposta, esta sim completamente absurda, de que precisamos de crescimento ilimitado. Parece que eles se esqueceram de algo muito simples e sem mistério: como o suprimento tanto de energia quanto de matéria prima é finito, simplesmente não há como manter um crescimento contínuo (claro que parte do crescimento pode dar-se por melhoras nas eficiências dos processos, mas isto também é limitado). É impossível. Simplesmente não há como empregar o adjetivo ‘contínuo’ para a palavra ‘crescimento’, muito menos junto com ‘sustentado’.
Voltando ao nosso problema local, tenho convicção de que, infelizmente, as hidrelétricas do rio Madeira sairão afinal do papel. Imagino que isto alivie a pressão por um tempo. Quando o famigerado crescimento econômico contínuo comer toda a produção energética extra, novas discussões serão iniciadas com os mesmos argumentos e novas hidrelétricas sairão do papel. Talvez, nesta fase, finalmente consigam aprovar as usinas no rio Xingu, depois no Tapajós, depois no Negro, depois ... Em cada caso, após a construção das usinas, haverá um período de relativa calmaria. Em seguida, nova crise, novo “fantasma do apagão”, novas discussões ... e assim sucessivamente. Até que todos os rios brasileiros, grandes, médios e pequenos, tenham sido transformados numa sucessão de lagos de hidrelétricas (como o Tietê, o Grande, o Paraná e alguns outros já foram). E então não haverá mais onde produzir energia desta fonte. Imagino, quando este dia chegar, com que cara ficarão os economistas e a mídia. Será que neste dia então finalmente eles irão perceber que crescimento econômico contínuo é absurdo?
Rogério Grassetto Teixeira da Cunha, biólogo, é doutor em Comportamento Animal pela Universidade de Saint Andrews. E-mail: rogcunha@hotmail.com
O Texto, com a devida autorização do autor, foi retirado do site: http://www.correiocidadania.com.br

